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Verdade seja dita, não
há como se falar em advocacia sem transcrever os dizeres
do eminente jurista Rui Barbosa, que dizia que "o primeiro
advogado foi o primeiro homem que, com a influência
da razão e da palavra, defendeu os seus semelhantes
contra a injustiça, a violência e a fraude".
E lendo isto é que encontro conforto por todas as amarguras
e destemperos de nossas corridas vidas. Porém muito
mais apaziguador do que encontrar conforto em palavras, é
conhecer a gratidão e a satisfação daquele
que teve seu Direito reconhecido e seu pedido acolhido. Revigorante
é o sorriso daquele que não tendo a quem se
socorrer, procura a ti, movido pelo último resquício
de sua esperança, almejando que alguém lhe dê
ouvidos e respostas às mais diversas dúvidas
que lhe atormentam.
O desconhecimento é
o maior dos desafios dos mundo, e aquele que não conhece
as leis do seu mundo, a ele teme. E é para isto que
somos instruídos, Operadores do Direito, para lermos
as doutrinas, interpretarmos as leis e entendermos os julgados.
Jamais será a Advocacia o centro do mundo, mas sim
o Direito, que à luz de um Estado Democrático,
deve ser lido, interpretado, compreendido e aplicado, sempre
nos seus exatos termos. Assim sendo, ao não ser o Direito
fielmente reconhecido e atendido, devemos nós Advogados
acompanharmos os pleitos dos que batem às portas dos
Tribunais, fazendo valer a Justiça, visando sempre
a continuidade deste Estado Democrático.
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